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O
Homem Grávido |
A participação
do pai na educação do filho já pode começar
na gravidez! O homem grávido é o estágio que
serve de aquecimento para o papel adequado de pai que participa da
formação do bebê.
Muitos homens, hoje em dia, já acompanham a mulher durante
o pré-natal. Alguns por vontade própria, outros a pedido
do obstetra. Mas isso não é suficiente para que o homem
se sinta também grávido.
Ser mãe e pai não é apenas cumprir tarefas práticas,
mas também se envolver afetiva e intensamente, pois é
disso que resulta a qualidade do relacionamento. Por isso é
importante que o pai participe ativamente dos cursos de preparação
para o parto, leia livros sobre o que está acontecendo com
o bebê e saiba como ele está se desenvolvendo, sinta
seus movimentos, converse com a criança ainda na barriga da
mãe para que ela vá se acostumando com a sua voz. Assim,
futuramente, será possível o recém nascido acalmar-se
nos braços do pai, embalado por sua voz já há
muito tempo conhecida e reconfortante.
O verdadeiro homem grávido participa das reuniões do
pré-natal, dos exames de ultra-som, dos cursos de preparação
para o parto a fim de aprender a cuidar da criança, recebê-la
bem e estabelecer com ela o vínculo afetivo fundamental para
a educação.
Talvez o termo "homem grávido" cause estranheza porque
é uma função nova para o pai. A mulher sabe ser
mãe há 300 mil anos. Só há 12 mil anos
o homem descobriu sua paternidade. Não é à toa
que a maternidade está mais desenvolvida que a paternidade.
Mas isso não é motivo para os pais se acomodarem; devem,
sim, é tentar melhorar o mais rápido possível.
A fecundação é dos dois, mas a gravidez, por
muito tempo, foi só da mãe. O homem virava pai só
na hora do nascimento. Antes sabia da existência do feto, mas
não o via. A mulher, apesar de também não o ver,
sentia a criança e experimentava no corpo as mudanças
que o homem se limitava a observar externamente. O pai deveria sentir
a gravidez não na barriga, mas no coração.
Há
obstetras que sugerem o parto humanizado. O pai deixa de ser um observador
para se tornar participante do nascimento do filho. Uma evolução
para a paternidade. Antes o parto era visto como um momento muito
particular entre mãe e bebê. Agora passa a ser um momento
único para a mãe, o pai e o bebê.
Assim que a criança nasce, o pai, ainda dentro da sala de parto,
participa dos primeiros cuidados dando o primeiro banho e observando
a primeira mamada.
Essa participação gera mudanças na paternidade.
O banho, antes considerado função materna, é
dado pelo pai, que na maioria dos casos se encanta com a intensidade
da relação com o bebê e com a percepção
de sua capacidade de exercer funções antes nem imaginadas.
continuação...
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