2. Cigarro
Riscos: O fumo reduz o fluxo de sangue na placenta, pois estreita
os vasos sanguíneos. Isso diminui a quantidade de oxigênio,
sangue e nutrientes que passam para a criança. Restringindo,
por conseqüência, o crescimento fetal. A lista dos malefícios
é imensa. Além de terem mais chances de dar à
luz um bebê de baixo peso, as fumantes também correm
maior risco de aborto e parto prematuro.
Pesquisa da Universidade de Campinas, de 2005, encontrou níveis
inferiores do hormônio adiponectina no sangue do cordão
umbilical de recém-nascidos prematuros de mães fumantes.A
substância contém propriedades antiinflamatórias
e sua redução no organismo está associada a
doenças respiratórias e coronarianas, como infartos
e tromboses.
Alternativas:
Apesar dos riscos, os obstetras são compreensivos. 'O ideal
é parar. Mas, se a gestante tiver síndrome de abstinência
ou ficar estressada, deve ao menos diminuir', diz o obstetra Daniel
Klotzel. Reduzir o consumo já faz diferença - e, quanto
antes, melhor!
3. Comer demais
Riscos Uma mulher que engravida com peso normal deve comer, em média,
300 calorias a mais. Mas, se estiver acima do peso, essa quantia
diminui. Atenção: exagerar nas porções
alimentares ou privilegiar apenas algum grupo de alimentos favorece
o aparecimento de diabete e hipertensão. A obesidade também
dificulta o posicionamento do feto no útero e sua passagem
pelo canal de parto, aumentando a necessidade de cesárea.
Para piorar, o excesso de gordura facilita o surgimento de infecções
no pós-operatório.
Alternativas:
Seu médico vai lhe explicar que não é o momento
de fazer dieta por conta própria. Com o aval dele, você
deve consultar um nutricionista e adequar seu cardápio. Muitas
vezes, segundo o obstetra Lobão Neto, da Unifesp, a compulsão
alimentar está ligada à ansiedade, comum na gravidez.
Se for o caso, ele pode sugerir acompanhamento psicológico.
4. Drogas ilícitas
Riscos: O uso de maconha, cocaína, crack, anfetaminas, ecstasy
e outras drogas ilegais podem provocar aborto. Mesmo que usadas
ocasionalmente, as substâncias causam anomalias congênitas
nos olhos, no cérebro e nos rins. No futuro, a criança
pode sofrer, ainda, de déficit de atenção.
Não há outra saída senão interromper
o uso de imediato. Por isso, uma conversa franca entre vocês
será útil para descobrir a melhor forma. É
possível que sejam necessários acompanhamento psicológico
e, em situações graves, internação em
clínicas especializadas.
continuação...
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