Mais tarde, depois do nascimento, faça dos momentos junto
ao bebê momentos de puro prazer: cante enquanto lhe dá
banho, faça brincadeiras ritmadas na troca de fralda, toque
seu corpo ao ritmo da canção. E, principalmente, não
abra mão das cantigas de ninar. Atualmente, pediatras são
unânimes em estimular esse contato. Lembre-se: criança
quieta, que dorme sozinha, que não reclama companhia, nem
sempre é sinônimo de criança feliz. Muitas vezes,
o bebê super independente de agora, poderá vir a ser
o adulto carente de amanhã.
Por
fim, dois lembretes: 1) todas essas atividades e preocupações,
desde os embalos para ninar até a verificação
do trabalho musical da escola são da responsabilidade de
mães e pais, sem exceção; 2) não descuide
do repertório. Isso pode parecer difícil, mas tente
utilizar a mesma tática da boa alimentação:
um fast food, de vez em quando, não faz mal a ninguém,
desde que a nutrição básica seja feita por
meio de uma dieta balanceada, rica em verduras, frutas, cereais
e proteínas. Da mesma forma, os malefícios de se ouvir
música descartável na TV podem ser minimizados se,
em casa, você “nutrir” os ouvidos e cérebros
de seus filhos com música rica, estimulante e de boa qualidade.
Doutora
em Educação pela Universidade de São Paulo
– USP. Profª. Adjunta da Faculdade de Educação
da UFG. |