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Antes mesmo de falar, as crianças já se comunicam com os
pais por meio de olhares, gestos e sorrisos. A aquisição
do vocabulário de uma criança está diretamente ligada
ao quanto a mãe fala com ela. Como a criança só será
capaz de dizer o primeiro "mamãe" ou "papai"
perto dos 12 meses de vida, até conseguir isso ela se vira muito
bem com uma grande ferramenta que tem para expressar ao mundo o que sente:
seu corpo.
Os órgão do sentido funcionam como um radar. O bebê
não entende o conceito da frase falada, mas sabe o que está
por trás disso. Ele percebe a diferença de ser chamado com
uma voz suave ou ríspida, ser pego no berço de modo carinhoso
ou apressado, ou ter a fralda trocada por alguém com cara amarrada
ou sorriso aberto. Em resposta, a criança usa recursos corporais
como sorrir, franzir o senho, mexer as mãos ou até abrir
um berreiro.
Os bebês não chegam ao mundo falando porque o cérebro
do ser humano não nasce suficientemente maduro para isso, porém
a velocidade com que uma criança aprende a falar é impressionante.
Do primeiro para o segundo ano de vida acontece um boom, no qual a criança
passa de um repertório de quarenta, para em média 600 palavras.
Daí para frente não para mais de aprender e falar.
Como eles choram...
O volume do choro de uma criança pode variar de um murmúrio
a um berro de 84 decibéis, semelhante a uma britadeira. As razões
que levam uma criança a chorar também variam e, com o tempo,
os pais passam a identificá-las ao primeiro acorde. Há no
entanto 3 tipos principais:
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Manha:
é a grande arma da criança para fazer prevalecer sua
vontade. Aparece nos momentos de birra, quando a criança sente
ciume ou é proibida de fazer algo. |
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Mágoa:
é um choro comum também entre os adultos, o que muda
é a situação. A criança chora quando uma
brincadeira dá errado, sente medo de ficar só ou em
outras situações semelhantes. |
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Dor:
todo mundo sabe o que é sentir dor a ponto de chorar. Nas crianças,
isso não acontece apenas quando ela se machuca, mas também
quando está com frio ou fome. |
Como sorriem...
Estudo recente mostra que o sorriso das crianças ajuda na vida
social. As crianças mais sorridentes costumam atrair a atenção
de professores na escola, têm a preferência dos avós
e tios e, entre os amigos, são tidas como pessoas "legais".
Assim como o choro, há um sorriso para cada situação,
que pode ser agrupado em três famílias:
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Fechado:
é aquele sorriso envergonhado, acompanhado muitas vezes de
um rubor na face. É dado normalmente quando a criança
fica sem graça ao receber uma crítica ou elogio. |
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Superior:
é o sorriso social, quando a criança quer apenas ser
agradável. É usado quando alguém lhe conta uma
história ou quando a criança á apresentada aos
amigos dos pais. |
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Largo:
é a demonstração máxima de felicidade,
de diversão. É a risada expressiva, com direito a som,
quase uma gargalhada. A criança dá essa risada larga
quando está se divertindo em brincadeiras ou depois de uma
travessura. |
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