O bebê reconhece o sabor doce desde a sua primeira
refeição, o leite materno. Mas o paladar para alimentos
salgados precisa ser aprendido. Não é de estranhar que
a criança se apaixone ao ser apresentada ao açúcar.
A gente não tem de incentivar esse gosto. Aliás, quanto
mais tarde seu filho conhecer esse ingrediente melhor.
E, por favor, não precisa nunca pôr açúcar
refinado (o branco, do açucareiro) em praticamente nenhuma
fruta, que já é naturalmente doce. Deixe seu filho se
acostumar a comê-la ao natural. Açúcar é
o exemplo máximo das chamadas calorias vazias: dá energia,
sim, mas sem nenhum beneficio extra: não tem vitaminas, minerais,
fibras... Ou seja: a criança sacia a fome sem ganhar nada com
isso, a não ser quilos extras. Além disso, o açúcar
adere aos dentes e, se não escovar na mesma hora, as bactérias
fazem a festa e é cárie na certa. Claro que seu filho
pode experimentar algodão doce, bala, pirulito e todas essas
delfcias. O segredo é a moderação. Quanto menos,
melhor. Espere que a criança complete no mínimo 1 ano
para apresentá-la ao açúcar ou a guloseimas que
o levem na receita. Se conseguir, aguarde mais, até os 2 anos.
De 1 a 3 anos, o máximo é duas colheres de sopa por
dia. Até os 10, não mais de três. Lembre-se de
que o ingrediente também está presente em balas, chicletes,
refrigerantes..
SUBSTITUIR OU NÃO
ADOÇANTES - devem ser usados com recomendação
médica, em casos de obesidade ou diabetes.
AÇÚCAR MASCAVO - tem quase o mesmo número de
calorias que o branco (376 kcal/100g contra 387 kcal/100g), mas
traz magnésio, potássio, fósforo e cobre.
MEL o valor calórico é semelhante (339 kcal/ 100g)
e proporciona algumas vitaminas como B6, C e riboflavina. Não
ofereça mel a crianças com menos de 1 ano, pois ele
pode desenvolver uma doença grave, o botulismo.
Revista Pais e Filhos - ed.428
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